Gravidez e bebês 19 de janeiro, 2026 Por Felipe Teste

Pediatras indicam a melhor forma de usar bebê conforto e cadeirinha: mais rígido do que a lei

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Saiba como se previnir de um desfecho trágico em caso de acidente de trânsito

Quando o assunto é a segurança do seu filho, a lei brasileira e a ciência divergem nas sugestões de como usar o bebê conforto e a cadeirinha. Embora o Código de Trânsito tenha suas regras para o uso desses equipamentos com previsão de multa para quem não seguir, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria são muito mais rígidas. Isso se deve ao zelo e à prevenção de possíveis traumas em caso de acidentes. Entenda.

Como usar o bebê conforto e a cadeirinha de maneira segura

(Crédito: jcomp/freepik)

Para evitar a multa e seguir as regras do Código de Trânsito Brasileiro, os pais ou responsáveis por crianças devem seguir a seguinte indicação:

  • até 1 ano: bebê conforto
  • 1 a 4 anos: cadeirinha
  • 4 a 7 anos e 6 meses: assento de elevação
  • 7 anos e 6 meses a 10 anos: banco de trás com cinto.

No entanto, os pediatras acreditam que é possível dar mais segurança às crianças ao tomar alguns cuidados. O primeiro deles, por exemplo, é deixar o bebê conforto voltado para trás até os 2 anos de idade, como explica a pediatra dra. Betina Moreira em um vídeo para o Instagram.

“Isso porque a cabeça do bebê pesa 25% do corpo. Então, em um impacto de costas, a força se distribui. Se isso for de frente, pode acabar tendo um desfecho muito mais trágico”, explica.

Para a cadeirinha, a sugestão é até os 18kg, não por idade. Crianças menores para a idade estarão mais seguras nesse equipamento do que no assento de elevação, que, por sua vez, será usado até a criança completar 1,45m.

Com relação ao uso do cinto no banco de trás, a médica reforça a importância de colocá-lo corretamente. “O cinto tem que passar no ombro, não no pescoço, e na bacia, não na barriga. Se não estiver assim, é preciso voltar para o assento”.

Por fim, os pediatras aconselham o banco de trás até os 13 anos. “A lei te livra da multa, mas a ciência te livra de um desfecho trágico em um acidente de trânsito”, completa.

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